Querido Deus nosso pai, Jesus amado mestre!
Tenho tanto a dizer que não sei talvez por onde começar.
É muito estranho tudo isso, mas sei das minhas condições de filho desencarnado, lutei muito contra essa condição, mas não tinha muito o que fazer. Já havia partido e não tinha como voltar atrás. Me restou apenas as lembranças. Oh! Doces lembranças, de tudo aquilo que vivi e de todos aqueles que deixei, mas não posso me queixar, aprendi que aqui não é tão ruim assim. Podem achar engraçado, mas é a pura verdade. Estou agora sentado em um gramado e com esta prancheta, em mãos, muito emocionado por sinal, mas muito feliz.
Aceitei minha condição. Apesar de muito jovem, aprendi, que o espírito não tem idade. Tenho comigo várias companhias e principalmente minha vó que me guia o passos dia a dia.
Sabe, tudo para mim é muito novo, mas é como se nada estivesse fora do lugar.
Estou demorando né? Mas só um pouquinho de paciência, tá?
Uma luz irradia daí e segue até aqui e as flores ficam mais belas. Não tenho permissão para falar de mim, mas apenas para expressar o que se sente aqui com tanta luz envolvendo esta casa que traz a harmonia em todos os cantos desta cidade.
Obrigado pela oportunidade de escrever e dizer que estou feliz e conhecendo cada vez mais os trabalhadores e trabalhadoras, talvez em breve aí estarei.
Fiquem com Deus e que Jesus os abençoe.
José Augusto (presente)
Esta mensagem me faz pensar quão difícil é mesmo a separação, dos entes que amamos, da forma que nos acostumamos a viver, das coisas a nossa volta, no entanto, sempre se faz presente a certeza de que nunca estamos sozinhos nessa “nova adaptação”, nesses momentos de transição. Uma avó, um pai, um espírito simpático sempre nos acolhe e com ternura nos ajudará a nos acostumarmos com nova realidade e assim compreendermos mais e melhor a vida espiritual.